IA no varejo: primeiro entender o cliente, depois vender para ele
De tudo o que eu consumo no LinkedIn, provavelmente o que mais leio é IA + varejo.
E ultimamente tem uma coisa que chama muito a minha atenção:
Todo mundo quer ter IA no varejo.
Pelos motivos que forem: por comodidade, porque agora é acessível, porque está na moda, porque perceberam que é útil demais de verdade... mas muitas vezes sinto que a conversa começa ao contrário.
Vejo muitíssima IA pensada para vender mais, personalizar melhor, recomendar melhor, empurrar conversão...
e bem menos conversa sobre usar IA para algo que, para mim, deveria vir antes:
Entender melhor o cliente dentro da loja.
Entender o que ele olha.
Onde ele para.
Quais áreas despertam interesse.
Onde aparece a dúvida.
Quais espaços atraem... mas não convertem.
Porque aí existe uma diferença enorme.
Uma coisa é usar IA para tentar vender mais para alguém.
Outra bem diferente é usar IA para compreender melhor o comportamento dessa pessoa antes de intervir.
E, sinceramente, sinto que grande parte do varejo hoje está mais obcecada com a primeira coisa do que comprometida com a segunda.
Para mim, a IA mais valiosa para o varejo não é só a que empurra a compra.
É a que ajuda a parar de tentar adivinhar o cliente.
E por que deveria nos importar tanto entender o cliente antes de tentar vender mais para ele...
Isso dá outro post.
(Ou vários )
Publicado originalmente en LinkedIn.
Acontece com você? Com Organizar seus dados revisamos de onde sai cada número e o que não bate.