Dados e decisões

Antes das ferramentas, observe: três respostas sobre dados

Andrea Montes1 min de leitura

A Hanna Back Pyo me fez estas 3 perguntas. Respondo a partir da humanização de dados, que é o que me apaixona, então compartilho aqui para quem possa servir:

Compartilhe um conselho para alguém que está começando na sua área:

Não comece pelas ferramentas. Comece observando. As pessoas não se comportam como nos relatórios nem segundo o "bom senso", elas se comportam do jeito que são: com contradições, emoções, hábitos e lacunas. Se você não entende isso, todo o resto é lixo fantasiado de estratégia. Não se trata de "ver dados", e sim de ver quem está por trás da geração daquele dado.

O que você sempre faz porque dá bons resultados?

Escutar e enxergar o ambiente de verdade. E não só o cliente, mas o contexto. Observo muito os clientes interagindo no ponto de venda e tento ver o que ninguém quer ver. Traduzir isso em decisões claras. Os dados sozinhos não servem pra nada. Um cliente me jurar que a equipe dele atende cada cliente por 5 minutos e eu comprovar empiricamente que isso não chega nem perto da realidade pode poupar bastante energia e dinheiro às empresas...

O que você parou de fazer porque não faz sentido?

Parei de forçar soluções padrão. De assumir que o que funcionou num projeto vai servir no próximo. Também parei de romantizar o dado pelo dado. Hoje prefiro focar em menos dados, mas com mais sentido, do que em toneladas de informação sem direção. Complexidade não é sinônimo de profundidade. E o impacto real nunca vem do copia e cola.

Publicado originalmente en LinkedIn.

Acontece com você? Com Organizar seus dados revisamos de onde sai cada número e o que não bate.